Família vive isolada no topo de uma montanha há meio século

No topo de uma montanha, numa região montanhosa com clima frio, uma família vive há mais de 50 anos isolada, longe dos centros urbanos e dos principais serviços. Rodeados pela natureza, construíram a sua vida com base no trabalho diário, na autossuficiência e numa organização adaptada ao ambiente. nasceu e cresceu neste local e nunca saiu de lá. Aos 62 anos, continua a realizar as mesmas tarefas que aprendeu desde criança: cuidar dos animais, cultivar a terra e garantir o funcionamento diário da quinta. A casa da família, construída em tijolo cru, integra-se na paisagem e tem tudo o que é necessário para a vida quotidiana.

O ambiente é caracterizado pela presença de gado, burros, bezerros e culturas como milho, feijão e mandioca. Cada atividade responde a uma necessidade específica e segue um ritmo determinado pelas estações do ano e pelas condições meteorológicas. explica num vídeo no YouTube que cuidar dos animais faz parte da sua identidade e que o faz desde criança.

Rotina determinada pelo trabalho diário

A ordenha é uma das principais tarefas. Todos os dias, por volta das seis da tarde, ordenha as vacas, que produzem cerca de seis litros de leite por dia por cabeça, quantidade que varia consoante a época do ano. Ele observa que, no inverno, a produção é geralmente maior devido à disponibilidade de água e forragem. Os burros desempenham um papel importante na vida da família. Eles são o principal meio de transporte para transportar água, alimentos e materiais em terrenos inclinados. Por isso, recebem milho três vezes ao dia durante todo o ano. Parte da colheita é destinada à sua alimentação e outra parte é armazenada para garantir reservas futuras.

Não há canalização de água. A água que a família utiliza provém de poços localizados a cerca de 250 metros da casa. Para lidar com os períodos de seca, armazenam água em cerca de 5000 garrafas e vários barris espalhados por toda a propriedade. Durante a estação das chuvas, todos os recipientes são enchidos para garantir reservas suficientes. vive com a sua esposa e duas filhas, que participam ativamente nas tarefas domésticas e no trabalho no campo. Uma delas ajuda-o especialmente a transportar água, uma vez que ele sofre de problemas nas costas. Além disso, cuidam das pequenas hortas, das árvores de fruto e das plantas que rodeiam a casa.

A produção agrícola segue o ciclo anual. Em cada estação, são plantados milho e feijão, cuja colheita pode atingir 40 sacos de milho e nove sacos de feijão, dependendo das condições do ano. É utilizado tanto para consumo como para alimentação do gado. Com ferramentas simples e equipamentos antigos, a família mantém uma organização constante que lhes permite levar esse estilo de vida. A sua história reflete a realidade de muitas zonas rurais isoladas, onde o trabalho constante e a adaptação ao ambiente continuam a ser fundamentais para a sobrevivência.